POEMAS




(1)

O HOMEM E A CHUVA

A chuva quando chega
Sempre traz felicidade
Não importa onde ela caia
Seja no campo ou cidade
Molha o velho e molha o novo
Não lhe importa a idade
E nunca faz distinção
Escorre humilde no chão
Trazendo prosperidade
 
No campo onde é mais esperada
Renova toda a paisagem
As plantas logo renascem
No homem renova  a coragem
Que se enche de alegria
Pouco lembra o que sofria
Para alimentar seu rebanho
Do sofrimento tamanho
Que passava todo dia
 
Agora é só alegria
Ao ver a terra molhada
Olhar para  a grama verde
Que se espalha em camada
E a velha e seca lagoa
De  água agora tomada
É berço   dos passarinhos
E para preparar seus ninhos
Vão chegando em revoada
 
Não somente os passarinhos
Desfrutam dessa beleza
Mas toda a natureza
De todo canto desperta
Um forte sinal de alerta
Uma nova forma de vida
Sutil ao homem mostrando
Que tudo vai se adequando
Do jeito que a vida é vivida
 
 
E já prevendo a despedida
O homem sabe aproveitar
O que a chuva lhe traz
Faz tudo o que é capaz
Na estação do inverno
Planta e colhe o alimento
Pois sabe que quando secar
Vai noivamente encarar
Um triste e novo tormento
 
 
Terminada a estação
Ele se vale da Fé
Com os filhos e a mulher
Estão sempre a rezar
E a preparar as crianças
Despertando  a esperança
Que a Fé nunca é em vão
E de que nada é eterno
Assim como se foi o inverno
Também se irá  o verão
 
E assim o homem e a chuva
Sempre  hão de se entender
Ele esperando por ela
E ela servindo ao Ser
E a natureza mostrando
Que para se bem viver
Basta a ela respeitar
E quando menos esperar
Ela volta a florescer


Autor: José Costa - 30 de Março de 2022

(2)

AO MESTRE EDGLEI MIGUEL

O Brasil, é um País sem igual
Quando se fala em cultura
Na música,  poesia e vocais
Nos deu tantas criaturas
E cada vez surgem mais

Nós temos um eco sistema
De artistas Brasileiros
Tem tantos que até sobra
Pra demonstrar sua obra
Até mesmo no estrangeiro

E por falar em talentos
Quero aqui  homengear
Um que tem um grande dom
E quando pega o Acordeon
Dá gosto ver ele tocar

Tocando seu  Acordeon
A mão direita  desliza
Suave pelo teclado
E a esquerda harmoniza
Com os baixos e o balançado

Não importa a musica ou estilo
Domina e domina bem
Muito rítmo e harmonia
E com a sua sua maestria
Mostra o talento que tem

Dá prazer ver Edglei
Tocando baião ou xaxado
Xote, frevo, ou forró
Ou mesmo um Tango arrastado
Ele sempre faz o melhor

Que viva Edglei Miguel
O dom foi quem Deus lhe deu
Com seu pai o aprendizado
E todos fomos brindados
Com esse presente de Deus.

Edglei como ser humano
Se supera na jornada
E não se cansa em fazer
Com a escola A Sanfonada
Que outros possam  aprender

Alguns passam por aqui 
E quando encerram a missão
Poucos serão lembrados
Mas não quem deixa um legado
Feito, com amor e paixão.
 
O minimo que eu deveria fazer
Era essa simples homenagm
Nesses versos torpes e pequenos
Para quando da nossa viagem
Lembrarem do que fizemos.

Autor: José Costa, 02 de abril de 2022.

(3)

 BILIU DE CAMPINA

Pra quem não conhece Biliu
Vou dizer quem  ele é
Sei pouco mais eu arrisco
É neto do velho Zé Francisco
Pai do seu pai, Xavier

Se formou em advocacia
Mas largou a profissão
Se danou a cantar côco
No repente é um pipoco
E compôs o Côco do cão

Há pouco brigou com o covid
Mas já está recuperado
Para nossa animação
Seu  lugar tá reservado
No palco do maior São joão

Tem  muito cabra sortudo
Desse nutridos dos cachos
Tipo que arreia pra baixo
Que até da inveja de ter
Mais nenhum deles é tão macho
Como o véi Biliu pode ser

Autor:Jose Costa - 01 de Abril de 2022

(4)

A VINDA E A ÍDA

Chegamos aqui nessa vida
Para cumprir uma missão
E assim que estiver cumprida
Chega a hora da partida
Igual para todo cristão
Chegamos sem trazer nada
Num mundo que não conhecemos
E no dia da última viagem
Partiremos sem bagagem
Da forma que aqui viemos

E enquanto estamos aqui
Começamos a gastar a vida 
Numa corrida sem paradeiro
Correndo atrás de dinheiro
Numa luta desmedida
Focamos no material
Numa ambição muito densa
Para riqueza acumular
E só mais tarde lembrar
Que o desgaste não compensa

Um poeta, em um dos seus poemas
Fechando o seu versejar
Era assim que ele dizia:
"Para que tanta luta e correria
Se ninguém veio aqui para ficar"
Todos lamentamos a morte
E ninguém aceita morrer
Mas será que adiantaria
Se ter essa regalia
Se poucos sabem viver?

Precisamos  muito aprender
Da vida o real sentido  
E assim melhor viver 
E fazer por merecer
O que nos foi concedido
Pois lamentar pela morte
É um trabalho perdido
Se todos iremos morrer
E para que tempo perder
Com algo já garantido?

O bom mesmo seria
Se todos que aqui estamos
Fossemos mais compreensíveis
Com os irmãos mais sensíveis
E nos doasse mais aos que amamos
E melhor seria ainda
Ter filhos obedientes
Que hoje não temos mais
Nãos respeitam mais os pais
E muito menos os parentes

Que as Leis desse País
Fossem mais coerentes
Não assim fora dos trilhos
E deixassem que os filhos
Fossem aos pais obedientes
Que também a classe política
Tivesse outras ações
Para a todos beneficiarem
E não só se preocuparem
Com o  voto nas eleições
 
Que o povo fosse mais coerente
Soubesse o que é votar
Nunca o seu voto vendesse
E depois não se arrependesse
Porque não pode cobrar
Era bem mais interessante
Uma real compreenssão
Que quando de um homem de bem
Lhe roubam o pouco que tem
Dizem que a  vítima é o ladrão
E outra errada visão

Quando se tem a maldade
A mídia logo enaltece
É que se isso acontece
A culpa é da sociedade
Por que de nada adianta
Tanta falta de união
Tanto dinheiro juntado
Todo poder conquistado
Se encerra no caixão
E o corpo será enterrado
A ste palmos do chão

Que se seja mais coerente
Agradeça muito essa  vinda
Que se viva  melhor a vida
Pois na hora da partida
Perde-se a coisa mais linda
Reebida de presente
Do nosso Pai Onipotente
Que ainda nos deu o direito
De escolher como viver
Cada um com o seu jeito
Define como vai ser




Autor: José Costa - 06 de Abril de 2022


(5) 

O PIGMEU ESPERTINHO

O fato que vou relatar
Lhe garanto que é verdade
E vem mesmo acontecendo
Pois todos  lá estão sabendo
Até mesmo na Cidade

Num sitio  aqui pertecente
Ao Municipio de Campina
Um sujeito bem baixinho
Invetnou um tal jeitinho
De montar uma oficina

Fez na casa um puxadinho
Uma vaquinha vendeu
Comprou uns equipamentos
Fez um piso de cimento
Para concertar pneu

Assim vem se aproveitando
Quando aparece um cristão
Com um pneu furado
Ele fica logo animado
E põe o plano em ação

A mulher teve uma ideia
Um espeto ao menino deu
E o ensinou  como usar
É só o cristão chegar
Que ele fura o pneu

Com o pneu furado
Não há mesmo o que fazer
O jeito é  fazer o remendo
E assim vem acontecendo
Com quem lá aparecer

Até que a casa caiu
Depois que foi descoberto
O plano do Pigmeu
E nunca mais apareceu
Nem mais um cristão por perto

E agora a coisa fedeu
A mulher emagreceu
O menino está tristinho
E o Pigmeu espertinho
Não conserta mais pneu

Autor: Jose Costa, 04 de Abril de 2022.

(6)

O PERIGOSO BRABEZA

Em toda Cidade pequena
Com facilidade se acha
Um doido e um valentão
Um sujeito fanfarrão
E um bebedor de cachaça

Na minha cidade mesmo
Você pode ter certeza
Tem bêbado, doido e ladrão
E um sujeito valentão
O perigoso Brabeza

É um sujeito pequeno
Magro de corpo franzino
Porém de muita destreza
E o nome de Brabeza
Ele tem desde menino

Ainda quando pequeno
Brincando com seus amigos
Nas brincadeiras normais
Era um problema pros pais
Quando mexiam consigo

Quase sempre ele apanhava
E quando o pai dele sabia
Que ele causou um problema
Não existia dilema
E o cacete comia

Mas isso era só o desfecho
Que ali se preparava
Pois logo no outro dia
Quando o delator ele via
Ligeiro ele se vingava

Cresceu se tornou um homem
De causar admiração
Um sujeito habilidoso
Prestativo e caridoso
E de um bom coração

Em tratando-se de afazeres
De tudo um pouco ele faz
E diga-se muito bem feito
Só não admite o sujeito
Que chega nele e desfaz

Mesmo se algum covarde
Tentar pegá-lo por trás
Mesmo sem ele ver
Se ele um pouco se mexer
Você vai ver o satanás

Eu mesmo na brincadeira
Fiz tentativas em vão
De pegar ele por trás
De dominar o rapaz
E quase que vi o cão

Acabei por desistir
E pra não correr perigo
Reconheci minha fraqueza
E hoje o tenho o Brabeza
Como o meu melhor amigo


Autor: José Costa -  03 de Abril de 2022

(7)

O SONHO DA MEGA SENA

Ganhei na mega sena
E vou levar  um vidão
Vou comprar logo um jaguar
Uma casa a beira mar
E também um avião

Para passar a semana
E cuidar dos empreendimentos
Lá no centro financeiro
Já que tenho muito dinheiro
Vou comprar um apartamento

No lugar em que moro hoje
Ir lá nem mais me anima
Lá tem um povo pidão
Se me verem num carrão
Virão correndo pra cima

Não gosto nem de pensar
Do cheiro daquele povo
Quem nem se limpa direito
As Muié só bucho e peito
E os homem só péia e ovo

Lá no meu bairro novo
O povo é tudo limpinho
Tomam mais de um banho por dia
As mulheres tem pele macia
E os homens malhadinhos

Ja nos finais de semana
Vou pra minha casa de praia
Curtir por lá com os amigos
Que se afinam comigo
Bem longe aqui dessa laia

Gente rica é refinada
Chega dá gosto se ver
Cada um fica na sua
Lhe encontra no meio da rua
E não fala nem com você

Não sei se vou me adequar
A ser desse jeito também
De não ser mais abraçado
Se já estou acostumado 
Com o bom dia, olá, tudo bem?

Também estive pensando
Que ser dono de mansão
É um perigo danado
Chega um ladrão armado
E assalta o cidadão

E ser dono de um jaguar
Estive pensando também
É carro de gente granfina
Se parar numa oficina
Acaba com o que se tem

Não só a manutenção
Tudo o mais me desanima
Que chega até dá desgosto
Principalmente ir no posto
Para botar gasolina

E se pensar no avião
A despesa e ainda maior
Que comentário dispensa
E o diabo das licenças
Que é a parte pior

Cheguei mesmo a conclusão
Que se na mega sena eu ganhar
Vou aproveitar o dinheiro
Pra ajeitar meu pulgueiro
E por aqui mesmo ficar

Vou ficar é com meu povo
Consertar o meu Chevette
Para poder passear
E não saio mais de lá
Nem que chova canivete

Quando falei que o povo
De onde eu morava fedia
As muié era só bucho e peito
É que eu não sabia direito
Porque isso acontecia

O cheiro la do meu povo
De fato era de um cortume
Que espalhava um odor imundo
Que impestava todo mundo
Com aquele terrivel perfume

Sobre as muié, depois eu vim enteder
Como eram todas eram um pitel
Foram todas contratadas
E muito bem remuneradas
Pra serem  mães de aluguel

E assim está explicado
Como  eu não sabia do feito
Falei sem me informar
E venho me desculpar
Por falar daquele jeito

Agora também não vou sair na pior
Falei que os homens era só péia e ovo
Eu falei e tá falado
E não fico nada assustado
E repito tudo denovo

Se sou da mesma cidade
Não posso ser diferente
E se eu também sou macho
Tenho péia e ovo nos cachos
Sou igual a toda gente

Vou levar a minha vida 
Com sempre tenho levado
E ficar no meu lugar
E vê se paro de sonhar
De na mega ter ganhado

Autor:Jose Costa - 05 de Abril de 2022.

(8)

CIUME, DINHEIRO E AMOR


É ruim até de lembrar
Também não posso esquecer
Muito menos me furtar
Do que estive a viver
De um namoro do passado
Onde eu estava apaixonado
Com todas as forças que eu tinha
Lhe chamava de Abelhinha
E depois fui ferroado

Eu ja era homem feito
Quando vi a criatura
Fiquei muito satisfeito
Por ver aquela doçura
E logo, começamos a namorar
Naquela felicidade
E a diferença da idade
Nunca nos atrapalhou
Parecia que o nosso amor
Era para a eternidade

Ela, branquinha e bonita
E tinha um belo corpinho
E um cabelo cacheado
Que me deixava doidinho
De pele cheirosa e macia
Que de longe se sentia
O cheiro do seu perfume
Mas o pior eu não sabia
Que dentro dela existia
Um poço cheio de ciúmes

No inico, não deu para sentir
Era tudo maravilhoso
E só queriamos curtir
Aquele amor tão gostoso
E o tempo foi  passando
O nosso amor aumentando
Com se tivesse um volume
E a gente nem imaginava
Que esse amor se acabava
Por causa do tal ciúme

Curtíamos cada momento
Que esse amor nos permitia
Com bastante entendimento
Fosse noite ou fosse dia
Tudo entre nós dava certo
Quando um do outro precisava
O outro estava por perto
E tudo se resolvia
Mas nenhum de nós percebia
Que o fim da linha era certo

Da metade para o fim
Começou a esfriar
Em quase tudo é assim
Quando tem que acabar
Primeiro, a fofocada
De gente descupada
Sem ter nada o que fazer
Só pra fazer mal e ver
Outra pessoa arruinada

Depois vieram as intrigas
Que começaram a fazer
Que eu tinha raparigas
E que ela deveria saber
Sendo ela  ciumenta
O prato veio com pimenta
E era para eu comer
Mas como eu não devia
O mehor que eu fazia
Era a nada temer

Tudo isso,só trouxe aborrecimento
Aos poucos foi alterando
O nosso comportamento
E o nosso amor esfriando
E também por derradeiro
Por falta do tal  dinheiro
Tudo foi ficando ruim
E era assim todo dia
Sempre tinha uma agonia
Que parecia sem fim

Só me  resta agora  lembrar
Com saudades e com fervor
Que uma dia eu pude amar
A quem também me amou
Tenho muito a agradecer
Por uma dia  conhecer
A mulher que me preenchia
Com intensidade e volume
Mas o dinheiro e o ciúme
Nos tirou muita alegria

Para quem tem ao seu lado
Uma pessoa amada
É preciso ter cuidado
Para não levar ferroada
Ciume, dinheiro e amor  
Nunca irão se combinar
O importante é não deixar
Esses três serem o pivô
E se o dinheiro faltar
Vai afetar o amor

Sem dinheiro e sem amor
Só o ciúme vai ficar
Um sentimento sem valor
Dificil de se livrar
O ciúme dominador
Tem poder devastador
Aproveita a insegurança
E acaba com a esperança
De se ter um grande amor

 

Autor: José Costa - 09 de Abril de 2022


(9)

A BUDEGA DE OLIVIA

Saiba que nesse ambiente
Todos são bem recebidos
São todos gente da gente
Não precisa ter patente
Pra poder ser bem tratado
Vem gente de todo lado
Se divertir com a gente

Aqui vem mulher e menino
Vem  gente de toda idade
Do pobre ao grafino
Do sitio ou da Cidade
Mesmo até quem já caduca
Uns bebem e matam a vontade
E outros jogam Sinuca

Portanto seja educado
Não faça nada de errado
E enquanto aqui estiver
Seja homem ou mulher
Honre o nome que tem
Procure fazer o bem
Venha de onde vier

É importante que se diga
Seja o sim ou o não
Mas preste bem atenção
Seja uma pessoa amiga
Aqui não se ver intriga
O bem viver não traz briga
E evita confusão


Autor: José Costa - 12 de Abril de 2022

(10)

HOMENAGEM AOS CALIXTOS

 

O Brasil é abençoado
Por tanta arte e cultura
E o Nordestino figura
Em um lugar elevado
Que de longe pode ser visto
Como a família Calixto
Com todo o seu legado
 
Os filhos de Seu Dideus
Seguindo os passos do Pai
Cada um que toque mais
Mostrando como se faz
Com o mais difícil instrumento
Pois dominar com talento
Como eles ninguém mais
 
Toda  a família merece
A nossa admiração
Pela grande colaboração
Que cada vez mais cresce
Com as suas melodias
Cheias de harmonias
Que a todos nós oferece
 
Não foi difícil escolher
Um nome dessa linhagem
Pra fazer essa homenagem
E a todos se estender
E mostrar o nosso carinho
O nome foi Luizinho
Esse mestre do saber
 
Luizinho, sempre encantando
Com a bela música que faz
Mostrando que é capaz
Tocando ou ensinando
Musica a nova geração
Xote, Xaxado ou Baião
E a profissão resgatando

Receba meus cumprimentos
E também o meu abraço
Aos Reis dos oito baixos
Por todos os seus talentos
E com especial carinho
Obrigado Luizinho
Os meus agradecimentos

 Autor: José Costa - 12 de Abril de 2022


(11)

A MORAL E O VOTO


Pior do que um politico
Em época de eleição
Nem mesmo o Cramunhão
É a ele comparado
E pode ser comprovado
Quando ele for empossado
Msmo num mandato tampão

Cuidado com  candidato
Que vem lhe estendendo a mão
Lhe chamando de irmão
Para lhe inflar o ego
Não importando quem seja
Ele é pior do que cego
Pedindo em porta de Igreja

Não se iluda com o bom trato
Que ele lhe dá agora
Eleito desaparece
Do eleitor ele esquece
E também do fino trato
Vai é curtir seu madato
E se encher das benesses 

E lá ele vai viver
Quatro anos de bonança
Comendo e enchendo a pança
Sem nem lembrar de você
Que ficou no desengano
Mais daqui a quatro anos 
Ele volta a aparecer

O  eleitor desinformado
Que ainda não sabe votar
Ou vota pra agradar
Ou em troca de ração
Ou do cadidato é devoto
Ou não tem a menor noção 
Da força que tem um voto

Não aceite que ninguém
Venha seu voto comprar
Todo eleitor tem direito
De ao eleito cobrar 
Aquele que  seu voto deu
E o mesmo nunca vendeu
É que tem moral para cobrar


Autor: José Costa - 14 de Abril de 2022


(12)

ANTÍDOTO DA FELICIDADE


A força da mulher não é pequena
Traz nos lábios a doçura
Do beijo de Iracema
Tem como base a ternura
Guardada em frasco pequeno
E não existe criatura
Que resista a esse veneno

E se  ela  for pequenina
E tiver um corpo delgado
Se for de cintura fina
Num vestidinho colado
Fácil ela te envenena
E nem adianta novena
Você já está dominado

Esse veneno é sem cor
Também o mais poderoso
Que a natureza criou
E também o mais gostoso
Só quem provou é quem sabe
Não há mal que não se acabe
Quando se bebe do amor

Não importa a cor da mulher
O tamanho ou a idade
Venha de onde vier
Seja lá de onde for
Pra nossa felicidade
É dela a capacidade
De nos ceder o amor

Se a mulher o  mundo inteiro
Envenenasse de amor
Incondicional e verdadeiro
Limpo, sem cheiro e sem cor
Todo mal era pequeno
Diante desse veneno
Conhecido como amor

Autor: Jose Costa - 16 de Abril de 2022


(13)

O JEITO LAINE DE SER

 

Salve a mulher Brasileira
Por toda a sua coragem
Vou prestar uma homenagem
A uma linda guerreira
Que sozinha sai do Sudeste
O seu carro pilotando
Os caminhos desbravando
E mostrando ao mundo o Nordeste
 
E assim vem registrando
Os lugares por onde passa
Sorrindo e fazendo graça
Com seu celular gravando
Ela assim vai transbordando
Como um mar de esperança
Seja adulto ou criança
A todos vai conquistando
 
Alegre e descontraída
Com a sua simplicidade
Tem lá sua vaidade
Que é logo percebida
Com um sorriso encantador
A todos ela cativa
Como uma ave nativa
Que sabe pousar numa flor
 
Até a roupa que veste
Ja transmite animação
Parece uma flor do Sertão
Pelo seu jeito silvestre
E seu perfume campestre
Vem através do seu Canal
Faz o bem vencer o mal
E viva o Eu no Nordeste
 
Ela esse estilo adotou
O aplicou no Nordeste
Virou uma "caba" da peste
Do campo silvestre a flor
Fazendo com muito amor
Mostrando cada cantinho
Por isso com muito carinho
Lhe homenageia o autor
 
Termino aqui a missão
Desta simples homenagem
Desejando que a sua coragem
Sirva de inspiração
Para espalhar o bem
E mostre a humanidade
Que buscar felicidade
É ser feliz com o que tem

Autor: José Costa - 18 de Abril de 2022


(14)

O VALOR DA VIDA


Teríamos mais igualdade
Num mundo sem cor e raça
Como o fogo e a fumaça
Tem a sua afinidade
Assim é a diversidade
Que se tem na natureza
Sem nenhum padrão  beleza
Se doa à humanidade

Procure fazer mais amigos 
Mesmo que seja um por vez
Mas  se não conservar os antigos
Quase nada não se fez
E não pode voltar atrás
Se um amigo perdeu
Perdeu o que era seu
E esse não volta mais

Vivamos mais a beleza
Que a vida nos oferece
Desde que o dia amanhece
Clareando a natureza
Que sabe a força que tem
E agradece feliz
Buscando lá da raiz
Tudo o que lhe faz bem

De sempre o seu melhor
Nunca desista de nada
E assim na sua jornada
Você nunca estará só
Não seja de alma pequena
Ajude a quem merecer
Mas só no final vai saber
Que a vida valeu a pena

Procure fazer o bem
E seja quem você é
Nunca perca sua  Fé
E não ache que tudo tem
Nunca se sinta o juiz
Pra querer julgar alguém
Basta que ame o que tem
Para poder ser feliz

Estamos aqui de passagem
Pra uma missão cumprir
E no dia de partir
Não precisamos bagagem
E num trabalho desmedido
Acumular dinheiro e poder
Trocar o ser pelo ter
Foi mesmo um tempo perdido

E na hora que a terra descer
Não importa a ela o nome
Do mesmo jeito ela come
Sem cerimônia fazer
E mesmo o homem mais nobre
Na hora de se enterrar
Nem podia imaginar
Que quem lhe enterra é um pobre

A essa sábia natureza
Temos que ser agradecidos
Por tanta coisa e beleza
Que nós tem oferecido
Nunca se sinta o juiz
Pra querer julgar alguém
Basta que ame o que tem
Para poder ser feliz


Autor: Jose Costa - 20 de Abril de 2022


(15)

UM AMANHECER DE LUTO

Campina o berço da rima
Mãe de um poeta astuto
Hoje amanheceu de luto
Com a perda de um Cunha Lima
Como coisa do destino
Ele travou uma luta feroz
Mas foi vencido pelo algoz
Esse covid assassino

Para sempre será lembrado
Por suas marcas deixadas
Pelas lindas vaquejadas
Nas belas festas de gado
Campina tira o chapéu
Reconhecendo o  brilho
Do saudoso Ivandro Filho
Que foi brilhar lá no Céu

E ao lado do Pai Poderoso
Ele vai olhar lá de cima
Para o Haras Cunha Lima
E soltar um aboio gostoso
Que será no haras ouvido
E os animais ao seu jeito
Sentirão dentro do peito
A falta do patrão querido

E nós aqui que ficamos
Num gesto de irmandade
Todos com muita saudade
Nos solidarizamos
E com um espirito fraterno
Como todo Cristão faz
Que você descanse em Paz
Ao lado do Pai eterno

Autor: Jose Costa - 20/04/2022

(16)

UM PRESENTE DA VIDA

Todos os dias acordamos
Com um presente garantido
Para usa-lo nessa vida
Sem precisar ter pedido
Esse presente é o dia
Com tristeza ou alegria
Faça por ter merecido

Muitos não dão o valor
Que esse presente merece
Utilizam de qualquer jeito
Nem agradecer, agradece
Mesmo assim ao amanhecer
Quando o Sol aparecer
Um novo dia acontece

E assim, vai se cumprindo a jornada
Que temos aqui nessa terra
Que segundo a segundo é contada
Até que um dia se encerra
Não importando a missão
Vai-se dentro de um caixão
Morar embaixo da terra 

O que ficou de lembrança
Foi somente o que se fez
De posse desse presente
Que vem um por cada vez
Igual para todo vivente
E quem foi inteligente
Por merece-lo se fez

Saiba usar bem o seu dia
E faça por merecer
Pratique sempre o bem
E lembre de  agradecer
O dia que  recebeu
Assim quem o dia lhe deu
Vai sempre estar com você

Jose Costa - 02 de Maio de 2022

(17)

MÃE

Feliz  quem ainda tem
Sua mãe viva ao seu lado
Representando a Virgem Maria
Esse ser abençoado
No calendário  escolhido
O Oito de Maio definido
E por todos comemorado

A mãe é a semelhança
Da Nossa Virgem Maria
Seja noite ou seja dia
Ela sempre está presente
Pronta pra nos proteger
Aconteça o que acontecer
Ela sempre está à frente

Se não existisse a mãe
Quem traria um novo  Ser?
Pra no mundo ser criado
Nessa forma de viver?
E como multiplicar?
E quem iria amamentar?
Alguém sabe responder?

Mais coerente seria
Com o valor que a Mãe tem
Reverencia-la também
Numa forte sinergia
Num ato global de coragem
Reconhecer que essa homenagem
A devemos todo dia

Agradeça todo dia
Demonstrando o seu amor
Àquela que lhe gerou
E ainda está ao seu lado
Um dia ela partirá
E só saudade restará 
De por ela ser abraçado

Não deixe pra lamentar
E sentir dentro do peito
A dor de não feito
Aquilo que deveria
Pela sua mãe querida
Pois é certo que a partida
Virá para todos um dia

Autor: José Costa - 08 de Maio de 2022.

LAINE É ALEGRIA

Um Ano novo de  Esperança
É um novo tempo a viver
A  alegria e a bonança 
Não demora acontecer
Pois logo chega a surpresa
Irradiando o seu cheiro
De uma "Fulô" Silvestre
Criada na natureza
Lá vem a  "Eu no Nordeste"
Com toda a sua leveza


LEONARDO BASTIÃO

Eu não poderei morrer
 E deixar este torrão
Sem antes conhecer
Leonardo Bastão
Este poço de cultura
Que tanto alegra a gente
E quero  morrer contente
Por ter visto a criatura


A ALGAROBA

A algaroba é uma árvore
E o fruto é uma vagem amarela
Que serve de ração pro gado
Que come e fica deitado
Ruminando na sombra dela
Lugar bom e  sossegado
Pra se namorar com donzela

Árvore muito resistente 
Sobrevive ao Sol  a Pino
Que  outra planta não guenta
E no Sertão Nordestino
Teve a semente plantada
Por volta  dos anos quarenta
Pras bandas  de Serra Talhada

De origem Peruana
Pelo México se espalhou
Seu nome ficou conhecido
Surgiu nos Estados Unidos
India e Africa do Sul
Também chegou por ali
Surgiu também na Jamaica, Austrália e no Havai
 
Aqui no nosso Sertão
Nasce com facilidade
E logo brota do  chão
E também nasce na cidade
E em todo bairro se vê
Um pé de algaroba nascer
Pra fazer sombra no chão

É bruta a sua madeira
Não dá pra cortar de faca
Mas se aproveita a estaca
Pra fazer cerca e mourão
Muito forte e de primeira
E até pra fazer fogueira
Nas noites de Sao João 

Também se faz o Carvão
Usando a madeira dela
Pra  se usar na cozinha
E esquentar a panela
E uma Galinha ferver
Para depois se comer
Ao molho de Cabidela

E está ela espalhada
Por tudo que é lugar
E pode ser renovada 
Bastando a semente espalhar
E esperar o resultado
Com a vagem alimentar o gado
E a madeira bem usar

Jose Costa - 09 de Abril de 2023


Quem pode manda. Quem não pode paga a conta.

I. O Cenário da Ganância

Vejo o trono erguido na ganância

Onde a lei se dobra ao interesse

Pudesse o povo ver, e se pudesse

Veria o peso da intolerância.

Ladrão de colarinho e de elegância

Que rouba o pão, o sonho e o hospital

Faz do congresso o seu quintal real

Protege o par, esconde a maracutaia

Mas não há rede que o peixe não caia

Na tribuna do juízo final.


II. A Inércia do Congresso

Onde a lei deveria ser barreira

Vejo o medo em cadeira estofada

A tribuna encolhida e acovardada

Curvando a espinha de forma rasteira.

A Carta Magna virou brincadeira

Rasga-se o rito, o brio e a razão

Quem foi eleito pra ser o guardião

Se faz de servo, se omite e se cala

Deixando o juiz ocupar a sala

E as ordens de fora virem ao chão.


III. A Traição ao Voto

O voto foi dado com esperança

Mas quem se elege logo se esquece

A voz do povo na rua fenece

Enquanto o poder faz sua dança.

Onde se espera firme confiança

Vemos o jogo, o conchavo e o breu

O soberano que nos prometeu

Hoje se cala diante do açoite

Deixa a justiça sumir na noite

E o sonho de um povo que já morreu.


IV. A Resistência na CPMI

No meio do caos, da voz silenciada

Por ordens que descem de um só gabinete

Onde o direito padece no açoite

E a busca da prova se vê bloqueada.

Ainda se ergue a face honrada

De poucos que honram o seu compromisso

Enfrentam o muro, o receio e o feitiço

Nas oitivas que buscam a clara verdade

Lutando com garra e com dignidade

Contra o sistema que serve ao vício.


V. A Ironia dos Obstrutores

Tem gente que o voto nega e se esconde

Mas na hora do embate aparece

A lógica clara logo fenece

Pois ninguém explica o como e o onde.

O cego não vê, o mudo responde

Blindando o culpado com tal maestria

Transformam a busca em pura folia

Criando conflito, fumaça e barulho

Pois pra quem do erro alimenta o orgulho

A luz da verdade causa agonia.


VI. O poder e a justiça

O jogo é pesado, a carta é marcada

O dono do mundo dita o seu preço

Mas a história não tem avesso

E a conta por nós será cobrada.

Pois quem hoje manda na lei fabricada

Esquece que o tempo é o justo juiz

Não há gabinete, por mais infeliz

Que apague a verdade do povo que sente

Pois quem fere a pátria e mente à gente

Não colhe o futuro num solo aprendiz.


VII. A esperança necessária

Mas brilham as mentes de homens honrados

Que dentro da sala mantêm o aprumo

Trazendo o Brasil de volta pro rumo

Limpando o caminho de ratos engravatados.

Que os três poderes, enfim ajustados

Respeitem o rito, a ordem e o povo

Que a voz da justiça renasça de novo

Sem monocracias, sem medo ou vaidade

Pois só com o brilho da real liberdade

O mestre da pátria sai do seu estorvo.


VIII. O Apelo Final

O banquete é servido na altura,

Com vinho caro e lagosta na mesa,

Enquanto o povo, na mesma pobreza,

Só colhe a sobra da lei que é dura.

Pois quem tem o mando e a vida segura,

Não sente o peso do fardo e do açoite,

Mas que a justiça não durma na noite,

E seja igual para o rei e o peão,

Pois chega de luxo e de ostentação,

Pagos com o sangue de quem não pernoite.


José Costa - 19 de março de 2026. Salve São José, meu protetor.
 
 
























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