(1)
O HOMEM E A CHUVA
Sempre traz felicidade
Não importa onde ela caia
Seja no campo ou cidade
Molha o velho e molha o novo
Não lhe importa a idade
E nunca faz distinção
Escorre humilde no chão
Trazendo prosperidade
No campo onde é mais esperada
Renova toda a paisagem
As plantas logo renascem
No homem renova a coragem
Que se enche de alegria
Pouco lembra o que sofria
Para alimentar seu rebanho
Do sofrimento tamanho
Que passava todo dia
Agora é só alegria
Ao ver a terra molhada
Olhar para a grama verde
Que se espalha em camada
E a velha e seca lagoa
De água agora tomada
É berço dos passarinhos
E para preparar seus ninhos
Vão chegando em revoada
Não somente os passarinhos
Desfrutam dessa beleza
Mas toda a natureza
De todo canto desperta
Um forte sinal de alerta
Uma nova forma de vida
Sutil ao homem mostrando
Que tudo vai se adequando
Do jeito que a vida é vivida
E já prevendo a despedida
O homem sabe aproveitar
O que a chuva lhe traz
Faz tudo o que é capaz
Na estação do inverno
Planta e colhe o alimento
Pois sabe que quando secar
Vai noivamente encarar
Um triste e novo tormento
Terminada a estação
Ele se vale da Fé
Com os filhos e a mulher
Estão sempre a rezar
E a preparar as crianças
Despertando a esperança
Que a Fé nunca é em vão
E de que nada é eterno
Assim como se foi o inverno
Também se irá o verão
E assim o homem e a chuva
Sempre hão de se entender
Ele esperando por ela
E ela servindo ao Ser
E a natureza mostrando
Que para se bem viver
Basta a ela respeitar
E quando menos esperar
Ela volta a florescer
(5)
O PIGMEU ESPERTINHO
CIUME, DINHEIRO
E AMOR
Também não posso esquecer
Muito menos me furtar
Do que estive a viver
De um namoro do passado
Onde eu estava apaixonado
Com todas as forças que eu tinha
Lhe chamava de Abelhinha
E depois fui ferroado
Eu ja era homem feito
Quando vi a criatura
Fiquei muito satisfeito
Por ver aquela doçura
E logo, começamos a namorar
Naquela felicidade
E a diferença da idade
Nunca nos atrapalhou
Parecia que o nosso amor
Era para a eternidade
Ela, branquinha e bonita
E tinha um belo corpinho
E um cabelo cacheado
Que me deixava doidinho
De pele cheirosa e macia
Que de longe se sentia
O cheiro do seu perfume
Mas o pior eu não sabia
Que dentro dela existia
Um poço cheio de ciúmes
No inico, não deu para sentir
Era tudo maravilhoso
E só queriamos curtir
Aquele amor tão gostoso
E o tempo foi passando
O nosso amor aumentando
Com se tivesse um volume
E a gente nem imaginava
Que esse amor se acabava
Por causa do tal ciúme
Curtíamos cada momento
Que esse amor nos permitia
Com bastante entendimento
Fosse noite ou fosse dia
Tudo entre nós dava certo
Quando um do outro precisava
O outro estava por perto
E tudo se resolvia
Mas nenhum de nós percebia
Que o fim da linha era certo
Da metade para o fim
Começou a esfriar
Em quase tudo é assim
Quando tem que acabar
Primeiro, a fofocada
De gente descupada
Sem ter nada o que fazer
Só pra fazer mal e ver
Outra pessoa arruinada
Depois vieram as intrigas
Que começaram a fazer
Que eu tinha raparigas
E que ela deveria saber
Sendo ela ciumenta
O prato veio com pimenta
E era para eu comer
Mas como eu não devia
O mehor que eu fazia
Era a nada temer
Tudo isso,só trouxe aborrecimento
Aos poucos foi alterando
O nosso comportamento
E o nosso amor esfriando
E também por derradeiro
Por falta do tal dinheiro
Tudo foi ficando ruim
E era assim todo dia
Sempre tinha uma agonia
Que parecia sem fim
Só me resta agora lembrar
Com saudades e com fervor
Que uma dia eu pude amar
A quem também me amou
Tenho muito a agradecer
Por uma dia conhecer
A mulher que me preenchia
Com intensidade e volume
Mas o dinheiro e o ciúme
Nos tirou muita alegria
Para quem tem ao seu lado
Uma pessoa amada
É preciso ter cuidado
Para não levar ferroada
Ciume, dinheiro e amor
Nunca irão se combinar
O importante é não deixar
Esses três serem o pivô
E se o dinheiro faltar
Vai afetar o amor
Sem dinheiro e sem amor
Só o ciúme vai ficar
Um sentimento sem valor
Dificil de se livrar
O ciúme dominador
Tem poder devastador
Aproveita a insegurança
E acaba com a esperança
De se ter um grande amor
Autor: José Costa
- 09 de Abril de 2022
(9)
A BUDEGA DE OLIVIA
Todos são bem recebidos
São todos gente da gente
Não precisa ter patente
Pra poder ser bem tratado
Vem gente de todo lado
Se divertir com a gente
Aqui vem mulher e menino
Vem gente de toda idade
Do pobre ao grafino
Do sitio ou da Cidade
Mesmo até quem já caduca
Uns bebem e matam a vontade
E outros jogam Sinuca
Portanto seja educado
Não faça nada de errado
E enquanto aqui estiver
Seja homem ou mulher
Honre o nome que tem
Procure fazer o bem
Venha de onde vier
É importante que se diga
Seja o sim ou o não
Mas preste bem atenção
Seja uma pessoa amiga
Aqui não se ver intriga
O bem viver não traz briga
E evita confusão
Autor: José Costa - 12 de Abril de 2022
(10)
HOMENAGEM AOS CALIXTOS
Por tanta arte e cultura
E o Nordestino figura
Em um lugar elevado
Que de longe pode ser visto
Como a família Calixto
Com todo o seu legado
Os filhos de Seu Dideus
Seguindo os passos do Pai
Cada um que toque mais
Mostrando como se faz
Com o mais difícil instrumento
Pois dominar com talento
Como eles ninguém mais
Toda a família merece
A nossa admiração
Pela grande colaboração
Que cada vez mais cresce
Com as suas melodias
Cheias de harmonias
Que a todos nós oferece
Não foi difícil escolher
Um nome dessa linhagem
Pra fazer essa homenagem
E a todos se estender
E mostrar o nosso carinho
O nome foi Luizinho
Esse mestre do saber
Luizinho, sempre encantando
Com a bela música que faz
Mostrando que é capaz
Tocando ou ensinando
Musica a nova geração
Xote, Xaxado ou Baião
E a profissão resgatando
Receba meus cumprimentos
E também o meu abraço
Aos Reis dos oito baixos
Por todos os seus talentos
E com especial carinho
Obrigado Luizinho
Os meus agradecimentos
Autor: José Costa - 12 de Abril de 2022
(11)
A MORAL E O VOTO
Em época de eleição
Nem mesmo o Cramunhão
É a ele comparado
E pode ser comprovado
Quando ele for empossado
Msmo num mandato tampão
Cuidado com candidato
Que vem lhe estendendo a mão
Lhe chamando de irmão
Para lhe inflar o ego
Não importando quem seja
Ele é pior do que cego
Pedindo em porta de Igreja
Não se iluda com o bom trato
Que ele lhe dá agora
Eleito desaparece
Do eleitor ele esquece
E também do fino trato
Vai é curtir seu madato
E se encher das benesses
E lá ele vai viver
Quatro anos de bonança
Comendo e enchendo a pança
Sem nem lembrar de você
Que ficou no desengano
Mais daqui a quatro anos
Ele volta a aparecer
O eleitor desinformado
Que ainda não sabe votar
Ou vota pra agradar
Ou em troca de ração
Ou do cadidato é devoto
Ou não tem a menor noção
Da força que tem um voto
Não aceite que ninguém
Venha seu voto comprar
Todo eleitor tem direito
De ao eleito cobrar
Aquele que seu voto deu
E o mesmo nunca vendeu
É que tem moral para cobrar
Autor: José Costa - 14 de Abril de 2022
(12)
ANTÍDOTO DA FELICIDADE
Traz nos lábios a doçura
Do beijo de Iracema
Tem como base a ternura
Guardada em frasco pequeno
E não existe criatura
Que resista a esse veneno
E se ela for pequenina
E tiver um corpo delgado
Se for de cintura fina
Num vestidinho colado
Fácil ela te envenena
E nem adianta novena
Você já está dominado
Esse veneno é sem cor
Também o mais poderoso
Que a natureza criou
E também o mais gostoso
Só quem provou é quem sabe
Não há mal que não se acabe
Quando se bebe do amor
Não importa a cor da mulher
O tamanho ou a idade
Venha de onde vier
Seja lá de onde for
Pra nossa felicidade
É dela a capacidade
De nos ceder o amor
Se a mulher o mundo inteiro
Envenenasse de amor
Incondicional e verdadeiro
Limpo, sem cheiro e sem cor
Todo mal era pequeno
Diante desse veneno
Conhecido como amor
Autor: Jose Costa - 16 de Abril de 2022
(13)
O JEITO LAINE DE
SER
Por toda a sua coragem
Vou prestar uma homenagem
A uma linda guerreira
Que sozinha sai do Sudeste
O seu carro pilotando
Os caminhos desbravando
E mostrando ao mundo o Nordeste
E assim vem registrando
Os lugares por onde passa
Sorrindo e fazendo graça
Com seu celular gravando
Ela assim vai transbordando
Como um mar de esperança
Seja adulto ou criança
A todos vai conquistando
Alegre e descontraída
Com a sua simplicidade
Tem lá sua vaidade
Que é logo percebida
Com um sorriso encantador
A todos ela cativa
Como uma ave nativa
Que sabe pousar numa flor
Até a roupa que veste
Ja transmite animação
Parece uma flor do Sertão
Pelo seu jeito silvestre
E seu perfume campestre
Vem através do seu Canal
Faz o bem vencer o mal
E viva o Eu no Nordeste
Ela esse estilo adotou
O aplicou no Nordeste
Virou uma "caba" da peste
Do campo silvestre a flor
Fazendo com muito amor
Mostrando cada cantinho
Por isso com muito carinho
Lhe homenageia o autor
Termino aqui a missão
Desta simples homenagem
Desejando que a sua coragem
Sirva de inspiração
Para espalhar o bem
E mostre a humanidade
Que buscar felicidade
É ser feliz com o que tem
Autor: José Costa - 18 de Abril de 2022
(14)
O VALOR DA VIDA
Num mundo sem cor e raça
Como o fogo e a fumaça
Tem a sua afinidade
Assim é a diversidade
Que se tem na natureza
Sem nenhum padrão beleza
Se doa à humanidade
Procure fazer mais amigos
Mesmo que seja um por vez
Mas se não conservar os antigos
Quase nada não se fez
E não pode voltar atrás
Se um amigo perdeu
Perdeu o que era seu
E esse não volta mais
Que a vida nos oferece
Desde que o dia amanhece
Clareando a natureza
Que sabe a força que tem
E agradece feliz
Buscando lá da raiz
Tudo o que lhe faz bem
De sempre o seu melhor
Nunca desista de nada
E assim na sua jornada
Você nunca estará só
Não seja de alma pequena
Ajude a quem merecer
Mas só no final vai saber
Que a vida valeu a pena
Procure fazer o bem
E seja quem você é
Nunca perca sua Fé
E não ache que tudo tem
Nunca se sinta o juiz
Pra querer julgar alguém
Basta que ame o que tem
Para poder ser feliz
Estamos aqui de passagem
Pra uma missão cumprir
E no dia de partir
Não precisamos bagagem
E num trabalho desmedido
Acumular dinheiro e poder
Trocar o ser pelo ter
Foi mesmo um tempo perdido
E na hora que a terra descer
Não importa a ela o nome
Do mesmo jeito ela come
Sem cerimônia fazer
E mesmo o homem mais nobre
Na hora de se enterrar
Nem podia imaginar
Que quem lhe enterra é um pobre
A essa sábia natureza
Temos que ser agradecidos
Por tanta coisa e beleza
Que nós tem oferecido
Nunca se sinta o juiz
Pra querer julgar alguém
Basta que ame o que tem
Para poder ser feliz
Autor: Jose Costa - 20 de Abril de 2022
(15)
UM AMANHECER DE LUTO
Mãe de um poeta astuto
Hoje amanheceu de luto
Com a perda de um Cunha Lima
Como coisa do destino
Ele travou uma luta feroz
Mas foi vencido pelo algoz
Esse covid assassino
Para sempre será lembrado
Por suas marcas deixadas
Pelas lindas vaquejadas
Nas belas festas de gado
Campina tira o chapéu
Reconhecendo o brilho
Do saudoso Ivandro Filho
Que foi brilhar lá no Céu
E ao lado do Pai Poderoso
Ele vai olhar lá de cima
Para o Haras Cunha Lima
E soltar um aboio gostoso
Que será no haras ouvido
E os animais ao seu jeito
Sentirão dentro do peito
A falta do patrão querido
E nós aqui que ficamos
Num gesto de irmandade
Todos com muita saudade
Nos solidarizamos
E com um espirito fraterno
Como todo Cristão faz
Que você descanse em Paz
Ao lado do Pai eterno
Autor: Jose Costa - 20/04/2022
A ALGAROBA
E o fruto é uma vagem amarela
Que serve de ração pro gado
Que come e fica deitado
Ruminando na sombra dela
Quem pode manda. Quem não pode paga a conta.
I. O Cenário da Ganância
Vejo o trono erguido na ganância
Onde a lei se dobra ao interesse
Pudesse o povo ver, e se pudesse
Veria o peso da intolerância.
Ladrão de colarinho e de elegância
Que rouba o pão, o sonho e o hospital
Faz do congresso o seu quintal real
Protege o par, esconde a maracutaia
Mas não há rede que o peixe não caia
Na tribuna do juízo final.
II. A Inércia do Congresso
Onde a lei deveria ser barreira
Vejo o medo em cadeira estofada
A tribuna encolhida e acovardada
Curvando a espinha de forma rasteira.
A Carta Magna virou brincadeira
Rasga-se o rito, o brio e a razão
Quem foi eleito pra ser o guardião
Se faz de servo, se omite e se cala
Deixando o juiz ocupar a sala
E as ordens de fora virem ao chão.
III. A Traição ao Voto
O voto foi dado com esperança
Mas quem se elege logo se esquece
A voz do povo na rua fenece
Enquanto o poder faz sua dança.
Onde se espera firme confiança
Vemos o jogo, o conchavo e o breu
O soberano que nos prometeu
Hoje se cala diante do açoite
Deixa a justiça sumir na noite
E o sonho de um povo que já morreu.
IV. A Resistência na CPMI
No meio do caos, da voz silenciada
Por ordens que descem de um só gabinete
Onde o direito padece no açoite
E a busca da prova se vê bloqueada.
Ainda se ergue a face honrada
De poucos que honram o seu compromisso
Enfrentam o muro, o receio e o feitiço
Nas oitivas que buscam a clara verdade
Lutando com garra e com dignidade
Contra o sistema que serve ao vício.
V. A Ironia dos Obstrutores
Tem gente que o voto nega e se esconde
Mas na hora do embate aparece
A lógica clara logo fenece
Pois ninguém explica o como e o onde.
O cego não vê, o mudo responde
Blindando o culpado com tal maestria
Transformam a busca em pura folia
Criando conflito, fumaça e barulho
Pois pra quem do erro alimenta o orgulho
A luz da verdade causa agonia.
VI. O poder e a justiça
O jogo é pesado, a carta é marcada
O dono do mundo dita o seu preço
Mas a história não tem avesso
E a conta por nós será cobrada.
Pois quem hoje manda na lei fabricada
Esquece que o tempo é o justo juiz
Não há gabinete, por mais infeliz
Que apague a verdade do povo que sente
Pois quem fere a pátria e mente à gente
Não colhe o futuro num solo aprendiz.
VII. A esperança necessária
Mas brilham as mentes de homens honrados
Que dentro da sala mantêm o aprumo
Trazendo o Brasil de volta pro rumo
Limpando o caminho de ratos engravatados.
Que os três poderes, enfim ajustados
Respeitem o rito, a ordem e o povo
Que a voz da justiça renasça de novo
Sem monocracias, sem medo ou vaidade
Pois só com o brilho da real liberdade
O mestre da pátria sai do seu estorvo.
VIII. O Apelo Final
O banquete é servido na altura,
Com vinho caro e lagosta na mesa,
Enquanto o povo, na mesma pobreza,
Só colhe a sobra da lei que é dura.
Pois quem tem o mando e a vida segura,
Não sente o peso do fardo e do açoite,
Mas que a justiça não durma na noite,
E seja igual para o rei e o peão,
Pois chega de luxo e de ostentação,
Pagos com o sangue de quem não pernoite.
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